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MARÇO FEMINISTA: Em defesa da classe trabalhadora, não do patrão!

 

O atual governo, que entende direitos e empregos como coisas antagônicas, pretende colocar na ordem do dia uma proposta de Reforma da Previdência que, se for aprovada no Congresso trará graves prejuízos para todos os trabalhadores, principalmente, para as mulheres.

No Brasil, a classe trabalhadora tem cor, idade e gênero. As mulheres são maioria no mercado de trabalho, mas ainda recebem salários menores, exercendo a mesma função. Também ocupam menos cargos de poder e ainda convivem diariamente com diversas formas de assédio, em função da preponderância dos papeis tradicionais de gênero e da rígida divisão sexual do trabalho. 

A reforma trabalhista, aprovada ano passado, é uma dessas medidas que representam retrocessos em direitos historicamente conquistados. A medida permite, por exemplo, que mulheres grávidas trabalham em regime de insalubridade. Além disso, outra alteração na lei diz respeito à eventual punição em casos de assédio moral, que passa a ser proporcional aos salários recebidos, e não mais à severidade do dano. Ou seja, torna-se mais barato assediar mulheres que ganham pouco.

Em relação à reforma da previdência, as mulheres também representam o setor que será mais afetado. Ao aproximar as idades de aposentadoria para homens e mulheres, a Previdência Social deixa de reconhecer que as mulheres trabalham mais do que os homens, uma vez que estas executam duplas e triplas jornadas de trabalho: o trabalho formal remunerado e a responsabilidade pela criação dos filhos e manutenção do lar.

Pensar um projeto de reformulação previdenciária que desconsidere as diferenças entre homens e mulheres na prática pode aprofundar o abismo da desigualdade de gênero no Brasil. A situação ainda agrava-se quando pensamos nas mulheres negras que estão na base da pirâmide social recebendo os menores salários.

Neste mês de março iremos às ruas mais uma vez defender nossos direitos! Dizemos não a Reforma da Previdência! É pela vida das mulheres!
 

 

Este texto faz parte de um especial produzido pelas feministas do RUA para o mês de março de 2019! Confira a série completa aqui no site.

arte: Thiana Fragoso/RUA UERJ

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