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Rever o modelo de desenvolvimento é urgente: por outra matriz energética

5 de junho, Dia do Meio Ambiente! É dia de lutar pela justiça socioambiental!

 


É tempo de tomar lições da crise que vivemos.


É necessário uma transição energética com a PETROBRAS e a ELETROBRAS 100% Estatais. A greve dos caminhoneiros e a consequente crise de abastecimento das cidades deixa evidente o risco à soberania nacional que a dependência dos combustíveis fósseis nos traz.

Não é razoável que, em um país com fontes tão diversas, 58% da matriz energética seja oriunda de fontes fósseis, grandes poluidoras e nem que 68% da eletricidade produzida seja de hidrelétricas que tanto atacam as comunidades tradicionais e camponesas.

Em um país de proporções continentais onde 15% do que é transportado é o próprio combustível, mostra-se urgente repensar a rede de transporte e rever as concessões dadas a indústria automobilística. É hora de pensar o transporte além de rodovias. Apostar em outros modais, propor soluções de mobilidade urbana para além dos ônibus, incentivando soluções coletivas de transporte e alternativas individuais mais limpas, como a bicicleta, automóveis elétricos, a hidrogênio ou outras fontes limpas.

Precisamos pautar uma completa transição energética, exigir que até 2050 a matriz seja 100% oriunda de energia renováveis e com zero emissão de gases do efeito estufa. O Brasil é um país rico em fontes energéticas, chegou a hora de abrir mão das grandes hidrelétricas e das termoelétricas. Para isso, é preciso apostar em uma tecnologia social, feita para e pelo o povo, não para as grandes indústrias.

Nesse sentido, defender a universidade pública e gratuita, além da permanência da negritude e dos povos indígenas, que mais sofrem nessa crise, é essencial.


Essa transição só é possível se for revisto o modelo de desenvolvimento em curso. Precisamos de um modelo que priorize a vida e tenha responsabilidade socioambiental, entendendo que crescimento econômico não é sinônimo de mais direitos, na verdade, na maior parte das vezes, é antônimo. É necessário dizer que a vida vale mais que o capital e nossa luta é pelo bem viver.

Também é hora de ir às RUAs em defesa dos órgãos ambientais brasileiros. Defender o processo de licitação ambiental, que diariamente é atacado pelos golpistas e cada vez mais desmantelado. Apesar de pouco, é um instrumento fundamental contra a lógica perversa do capital de individualizar os lucros e socializar os prejuízos. É preciso estar ao lado dos servidores contra o loteamento do ICMBio, do IBAMA e dos órgãos ambientais, contra as indicações sem critérios técnicos de pessoas sem histórico e sem compromisso ambiental.


#NãoAoRetrocessoAmbiental
#NemUmPoçoAMais

*Felipe Muniz, estudante de Engenharia Naval da UFRJ, militante ecossocialista e do RUA/RJ.

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