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Campanha quem mandou matar Marielle Franco?

27.4.2018

 


Os crimes do capitalismo se atualizam a cada minuto. A desigualdade social provocada por acúmulo de riquezas por uma parcela ínfima da sociedade coloca milhares de pessoas a margem do desenvolvimento social e sem acesso a direitos básicos como saúde, moradia, educação, alimentação e lazer. Só no Brasil 52 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza com menos de 6 dólares por dia equivalentes a uma renda mensal de 381 reais.
Os dados são alarmantes, a cada 4 segundos uma criança morre de fome no mundo segundo relatório da FAO e 108 milhões de pessoas estão com desnutrição aguda de acordo com a ONU. A fome é política, assim como as mortes cometidas por essa sociedade excludente.

Marielle Franco defensora dos direitos humanos foi assassinada por denunciar justamente as violências e as negligências do Estado nas periferias, contra as mulheres, contra os lgbts e contra o povo negro.

Marielle também tinha uma forte atuação contra as milícias que atuam justamente nesses locais abandonados pelos governos e funcionam como organizações militares paralelas ao poder do estado. Essas milícias agem, através do controle armando, extorquindo moradores e comerciantes e controlando o fornecimento de muitos serviços da região.

Ainda não sabemos a motivação específica para esse assassinato, mas com certeza ele foi impulsionado e legitimado pelas bases estruturais opressoras. Na nossa sociedade a carne mais barata é a carne negra porque ela é vista enquanto mercadoria e descartável para aqueles que detêm as estruturas de poder e de riqueza.

As armas estão apontadas contra o povo.
Quem Mandou Matar a Marielle Franco?

Foi a sociedade capitalista e

Racista
“Não existe capitalismo sem racismo”
O tráfico de negros escravizados serviu para o enriquecimento de uma elite e para estruturação dessa sociedade, ainda hoje o povo negro é marginalizado e exterminado.
De acordo com o IPEA homens, negros e de baixa escolaridade são as principais vítimas de mortes violentas no nosso país. De a cada 100 pessoas assassinadas no Brasil 71 são negras.

Machista
O machismo e o capitalismo andam de mão dadas, sendo o patriarcado uma das bases de sustentação desse sistema.
O Brasil é o quinto colocado no ranking de feminicídios, ficando atrás apenas da Rússia, Guatemala, Colômbia e El Salvador.
E essa violência também tem cor. A partir de 2006 o número de vítimas caiu 2% entre as mulheres brancas e aumentou em 35% entre as negras.

LGBTfobica
O Brasil é o epicentro mundial de assassinatos de lgbts. A cada 25 horas uma pessoa é assassinada, sendo que o maior número de assassinatos ocorrem em via pública, dados do GGB.

Antidemocrática
Com o golpe e o governo ilegítimo do Temer há uma intensificação dos ataques contra os direitos da classe trabalhadora e uma diminuição da já frágil liberdade democrática do nosso país conquista com o fim da ditadura militar. A Intervenção Militar no Rio, a prisão do Lula sem provas, o genocídio de jovens negros e o assassinato político da Marielle colocam em check a democracia brasileira.


Por isso a nossa luta e a luta da Marielle Franco é anticapitalista.
Precisamos fazer florescer a cada esquina as sementes cultivadas por ela, ecoar cada vez mais alto e mais forte a nossa voz e dar uma basta para transformar radicalmente a sociedade que vivemos.
Um outro mundo é possível, e a juventude é parte fundamental dessa resistência para manter viva a chama da revolução.
“Irá chegar um novo e nesse dia os oprimidos a liberdade irão cantar”


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