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Em defesa do nosso futuro, construir na RUA a saída para a juventude

30.11.2017

O momento é de retrocessos e retiradas de direitos em nosso país. Vemos o governo golpista de Michel Temer (PMDB) aprovar reformas que empurram a juventude e os trabalhadores para uma crise ainda maior. Crise essa que passa longe dos 10% mais ricos do nosso país.

 

O golpe jurídico-parlamentar de 2016 dirigiu-se especialmente contra os trabalhadores, formais e informais, urbanos e rurais. Temer aplica um programa de destruição dos direitos sociais e dos pactos feitos em torno da Constituição de 1988, de recessão econômica e favorecimentos do capital, em especial do financeiro.

A reforma da previdência acabando com o sonho da aposentadoria para os brasileiros, PEC do Teto de Gastos sucateando ainda mais a nossa educação e outras áreas essenciais, além da PEC que proíbe as mulheres de abortarem mesmo em casos de estupro. Com tantos golpes nos últimos meses, não é fácil ser jovem.

Enfrentar o desemprego, a falta de assistência estudantil dentro das universidades públicas e privadas, mordaça nas escolas e outras dificuldades diárias que o capitalismo nos empurra. Não são poucas as vezes que os desafios envolvem a nossa própria saúde mental.

 

Mais do que nunca, é preciso enxergar a saída na luta coletiva por um sonho, em defesa do nosso futuro. E é foi na unidade anticapitalista que o RUA nasceu em janeiro de 2014, no Acampamento das Juventudes Anticapitalistas, no Rio de Janeiro.

 

O RUA-Juventude Anticapitalista é um movimento de juventude, uma organização política que se insere nas mais diversas lutas em favor da juventude e da classe trabalhadora. Somos uma organização de jovens que atua no movimento estudantil, no movimento feminista, negro, LGBT, ambiental e indígena, nos movimento das juventudes da periferia, na luta contra o extermínio, por saúde, cultura e educação, na luta antiproibicionista e pela legalização da maconha!

 

Em resposta à crescente ofensiva, devemos seguir impulsionando a resistência dos debaixo. O 8 de março e a greve internacional de mulheres, a greve geral do dia 28 de abril, a caravana à Brasília no dia 24 de maio e as paralisações construídas entre as centrais sindicais e frentes de movimentos sociais ensinam sobre a necessária unidade nas ruas para responder aos ataques.

 

Por isso, entendemos que é necessária a construção da mais ampla unidade dos de baixo contra os de cima, construir uma frente única capaz de polarizar com a direita e a extrema direita, derrotar Temer e suas reformas e que dispute os rumos da saída para a crise pela esquerda.

 

A Frente Povo Sem Medo é o polo mais ativo da frente única, a frente de movimento mais ampla e promissora. Se organiza “contra a direita e por mais direitos” como uma alternativa de mobilização social ampla. Reúne movimentos sociais e coletivos em lutas duríssimas, como a do MTST, o movimento social mais importante do país hoje. Para o RUA, a participação na FPSM é central, na medida em que organiza trabalhadoras e trabalhadores, juventudes, diferentes frentes e setores sociais, contra Temer e a retirada de direitos. É hoje o principal espaço de mobilização contra o governo e seus ataques, e nessa dinâmica cria alternativas para a esquerda crescer e se enraizar no próximo período.

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