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NOTA DE SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS AGRICULTORAS DE SÃO JOÃO DA BARRA - RJ

3.5.2017

 

 

Desde o dia 19 de abril de 2017 (quarta-feira), as famílias agricultoras juntas com o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Rio de Janeiro (MST - RJ) re-ocuparam mais uma terra que não cumpre sua função social, em São João da Barra, na região do Porto do Açú, norte fluminense. A retomada da terra pelos agricultores e agricultoras ocorre depois de terem sido retirados da região para a construção de um Porto - até hoje não construído. Os/as sem-terra foram despejados de suas terras em 2009, recebendo indenizações irrisórias e debaixo de muita truculência policial.

 

Na quinta-feira, 30/4, saiu uma decisão jurídica favorável aos agricultores e agricultoras, pela permanência em suas terras, até o dia 12 de maio, quando haverá uma audiência de conciliação. Os trabalhadores/as rurais, contudo, sofreram forte vigília e repressão da Polícia Militar. A PM, a serviço dos empresários da região, agiu de forma violenta com a população local, inclusive dificultando o transporte de um agricultor cego de 90 anos até a região onde o acampamento dos Sem-Terra está acontecendo. Também se negaram a realizar um Boletim de Ocorrência sobre o acontecido, alegando que “Já existem muitos B.O. sobre o Açú aqui”.

 

Além disso, veículos, motocicletas e quaisquer infraestruturas estavam sendo impedidas de entrar na área ocupada, numa tentativa de desgastar e inviabilizar a permanência dos/as ocupantes. As famílias seguem em resistência e na busca de apoios dá sociedade civil para continuar a luta pela retomada de seu território de origem. Os/as agricultores/as sofreram diversos assédios e hostilidades da empresa de segurança privada “Sunset” e da própria PM, submetida aos interesses privados, simplesmente por reivindicarem seus direitos legítimos de ocupação da terra que não cumpre sua função social e que foi retirada injustamente desta população lutadora por sua sobrevivência.

 

Hoje são mais de 50 pessoas acampadas na região e a solidariedade e a colaboração e união de todos os movimentos sociais, sindicatos, organizações da sociedade civil e a população em geral, que apoia a luta destes/as agriculores/as e pela justiça, é imprescindível. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro está intervindo a favor das famílias, mas ainda assim toda ajuda é bem-vinda e necessária, desde doações a visitas.

 

Nós, do movimento RUA – Juventude Anticapitalista, nos colocamos contra os abusos de autoridade cometidos pela PM e nos solidarizamos a favor da ocupação legítima dos sem-terra. As relações corruptas que os tiraram de suas terras são as mesmas que levaram a uma crise sem precedente no estado do Rio de Janeiro. Todos somos atingidos de alguma forma. Precisamos evitar que os/as agricultores sofram mais violências!


APOIEM O POVO DO AÇÚ!
DEVOLVAM AS TERRAS DO AÇÚ!
LUTAR, CONSTRUIR REFORMA AGRÁRIA POPULAR!
MST, A LUTA É PRA VALER!

 

#EmDefesadoNossoFuturo

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