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MULHERES E NEGRITUDE PROTAGONIZAM 3º DIA DE ACAMPAMENTO DO RUA

16.4.2017

 

 

Combate às opressões foi o tema que movimentou o terceiro dia de discussões do II Acampamento Nacional da Juventude Anticapitalista, realizado pelo coletivo RUA. Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, e Amanda Palha, travesti e militante da UJC, foram algumas das convidadas. Caravanas de 21 estados se reuniram no Rio de Janeiro para o evento, que termina neste domingo.


Marielle e Amanda compuseram a mesa Combate às Opressões e Anticapitalismo. A vereadora falou sobre a violência vivenciada nas favelas cariocas e a crise política e econômica da cidade. “As favelas vivem hoje uma verdadeira ditadura. O projeto de mega eventos colocou a cidade como lugar de laboratório que durou exatamente o tempo de realização desses eventos. Agora que não tem essa perspectiva, os índices de violência já estão nessa escalada novamente. E o lugar da luta por quem é da favela, o lugar da luta das mulheres negras da favela é fundamental para a gente entender o debate das opressões, mas não dá para a gente descolar desse campo de crise do debate do capital que está colocado”, apresentou.


Amanda destacou a necessidade da resistência da juventude contra o sistema no combate às opressões. “A gente faz uma escolha quando somos juventude anticapitalista, lutar contra o sistema e pela revolução. Se a gente está militando é porque não está tudo bem. Não é um compromisso só com a gente, é com toda a classe trabalhadora”, disse.


Durante a tarde o acampamento recebeu oficinas simultâneas. Teatro do oprimido foi um espaço pensado a partir de uma parceria entre o RUA - Juventude Anticapitalista e o CTO (Centro de Teatro do Oprimido). A juventude também pode aprender o Passinho do Reggae, em uma oficina promovida pela regional RUA - Ceará, e técnicas de Educação Popular. Saúde da mulher lésbica, bissexual e trans foi outro espaço promovido durante a tarde.


O acampamento recebeu o coletivo Mídia Ninja para a conversa sobre mídia ativismo. Como fazer tranças e turbantes e uma oficina de batuque completaram a programação da tarde. Os espaços auto organizados de negritude, mulheres e LGBTs fecharam a noite de debates e empoderamento.


A discussão sobre cultura política, autonomia e princípios do fundamento do RUA também mobilizou os participantes, que acampam na UFRJ desde quinta-feira. O espaço antecipou debates que devem pautar a formação da nova coordenação geral do coletivo.

Vem com a gente! #AcampaRUA #OrganizaSuaLuta #EmDefesaDoNossoFuturo

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