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O aumento da tarifa veio quente… Nois já tá fervendo!

 

 

Ao menos 21 cidades brasileiras aumentaram a tarifa dos transportes

 

 

 

2016 já começou quente! Em pelo menos 21 cidades brasileiras houve aumento na tarifa dos transportes. E nois já tá fervendo! Hoje acontecem atos em diversas cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Joinville contra o aumento da tarifa.

 

No Rio de Janeiro, o Governador Pezão (PMDB) anunciou um aumento de R$ 5,90 para R$ 6,50 nas tarifas intermunicipais, além do aumento das barcas, trens e ônibus. Em São Paulo, Alckimin (PSDB) e Haddad (PT) deram as mãos e selaram parceria contra a população, elevando de R$3,50 para R$ 3,80 o valor das passagens.  Do Democratas, João Alves Filho aumentou a trarifa de Aracaju (SE) de R$ 2,70 para R$ 3,10. Em Joinville (SC) o prefeito Udo Dohler (PMDB) assinou o decreto que aumenta a passagem de R$3,70 para R$ 4,50 (embarcada) e R$ 3,25 para R$ 3,70 (antecipada). Já em Salvador (BA), a passagem que custava R$ 3,  vai passar para R$ 3,30 em janeiro e em Cuiabá (MT) de  3,10 para 3,60 e Firmino Filho (PSDB), pode aprovar o aumento de R$2,50 para R$ 2,83 em Teresina (PI), será o segundo aumento em menos de um ano: sem dúvidas, um assalto e a lista só cresce!

 

A precarização da vida do povo brasileiro é uma realidade cada vez mais insuportável que colocou o Brasil na rota internacional dos indignados, onde milhares de pessoas foram as ruas nas manifestações de Junho de 2013, que também não era só por 0,20 centavos, mas uma indignação generalizada da população com os problemas cotidianos, com os partidos da ordem e as insituições democráticas. Foi Junho de 2013 que consolidou uma nova geração de lutadores e mostrou que mover-se é importante, que assim é possível conquistar vitórias. Não à toa vimos em 2015 a RUA ser o principal lugar de disputa das mentes e corações, e ainda hoje seguimos disputando com os setores da direita e  governistas. Junho de 2013 ainda sopra seus ventos forte e fez emergir a luta dos secundaristas de São Paulo, Goiás, a Primavera Feminista, a luta contra o genocídio do povo negro e o #ForaCunha. Sem dúvidas, a RUA passou a ser o principal lugar da cidade.

 

Ano a ano a luta por uma vida sem catracas continua,  no início do ano de 2015, diversas cidades travaram importantes lutas contra as tarifas, realizando grandes atos que, mais uma vez, receberam repressão de governantes Brasil a fora e, depois de um período de fortes ataques ao conjunto da juventude e dos trabalhadores no ano de 2015, de ajuste fiscal dos Governos Federal e Estaduais, cortes nas áreas sociais, retiradas de direitos, o aumento da tarifa veio quente de novo pro bolso da população.

 

Porém, a cada dia a carteira do trabalhador, que  fica mais apertada, não é o mesma dos cofres dos grandes empresários, que atigem lucros exorbitantes em meio a crise e instabilidade econômica no país. O aumento das tarifa está condicionada a lógica dos grandes lucros dos donos das empresas de transportes. Realidade distante da vida do trabalhador, que com o salário mínimo de R$ 880,00, os altos índices de desemprego e a ausência dos direitos trabalhistas para metade da classe de 54% municipios brasileiros, não consegue fechar a conta de despesas no final do mês.

 

Falar de aumento de tarifa dos transportes, é falar da luta pela sobrevivência. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, 37 milhões de brasileiros não têm dinheiro para pagar o transporte público, além disso, dados do IPEA mostram que os moradores das áreas urbanas brasileiras comprometem cerca de 15% de sua renda com o transporte urbano. Ou seja, de público, o transporte só carrega seu nome, pois é fardo na vida de milhões de brasileiros.

 

 

 

E não é de se pensar que junto as tarifas altas está atrelada a qualidade no ir e vir da população. Os veículos carregam de forma superlotada dos guetos até os centros de trabalhos, faltam linhas e sobram horas perdidas no percurso.  Para as mulheres e LGBTs, soma-se o problema do assédio e da violência sexual nas estações, ônibus e vagões cheios, atreladas ainda a um sistema de segurança pública opressor, que enxerga o povo como inimigo.

 

Para mudar essa realidade, precisamos inverter totalmente a lógica do transporte e da cidade, fazendo com que sirvam aos interesses da população, e não de uma pequena elite de empresários que lucram mais a cada ano!

 

Precisamos de um transporte acessível para toda a população e que o mesmo seja tratado como um direito social, para assim termos uma cidade apropriada por todas e todos.

Vamos ocupar as ruas nesta sexta-feira, dia 08/01: transporte público e gratuito é um direito, não deveria ser mercadoria. Toda tarifa é um assalto e vamos derrotar o aumento das passagens! Se o aumento da tarifa veio quente, nois já tá fervendo!

 

*Larissa é Diretora Executiva de Direitos Humanos da UNE e Simone é Diretora de Assistência Estudantil da UNE pelo campo da Oposição de Esquerda. Ambas são membros da Coordenação Geral do RUA.

 

Atos dia 08/01

 

São Paulo: Concentração Teatro Municipal de SP, às 17hs

https://www.facebook.com/events/1533256686986187/

 

Rio de Janeiro: Concentração na Cinelância, às 17hs

https://www.facebook.com/events/184049238616533/

 

Joinville: Concentração Praça da Bandeira, às 18hs

 

Belo Horizonte: Concentração Praça 7, às 18hs

https://www.facebook.com/events/966537970107803/

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