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Repressão e massacre em São Paulo: seguiremos na RUA até a tarifa abaixar!

16.1.2016

O massacre do dia 12 de fevereiro em São Paulo, será marcado para toda uma geração de lutadores de SP, assim como o massacre do 29 de abril em Curitiba - PR, para os professores e lutadores do estado do Paraná.

 

Com forte presença dos secundaristas de SP que ocuparam as escolas e derrotaram a reorganização escolar de Alckmin (PSDB), com a presença de 8-10 mil pessoas, sob forte chuva, a juventude, as mulheres, os secundaristas e os trabalhadores realizaram um grande ato no dia 14-02, quinta-feira, contra o aumento das tarifas, que enfim teve uma primeira vitória. Qual foi a vitória? A capacidade de realizar um ato de rua com começo, meio e fim - parece pouco, mas para a geração de Junho de 2013 em São Paulo isso pode significar muito!

 

 Foto: Wellington Amorim


Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, a mesma dupla que governava em 2013, respectivamente, o estado e o município de São Paulo, mais uma vez tenta repetir a mesma fórmula para lidar com as demandas do movimento, como se fosse receita de bolo: primeiro se investe milhões de reais em novos equipamentos repressivos (blindados israelenses, jatos d’água, bombas de gás vencidas ou o que for de gosto); segundo - esta parte é importante - deve-se anunciar o aumento das tarifas em algum momento entre o natal e o ano novo, pra evitar a confusão imediata; em terceiro lugar, monta-se uma estratégia de repressão policial de dar inveja a qualquer time de futebol europeu; e, por último, basta deixar cozinhar em fogo baixo até o carnaval.


Porém, onde falta diálogo, sobra criatividade e coragem. Duas iniciativas foram tomadas pelo conjunto do movimento nesta semana, que devem ser reconhecidas. A primeira foi a tática dos/as companheiros/as do MPL (Movimento Passe Livre), que após serem impedidos de realizar o ato de terça-feira, responderem com a realização de dois atos simultâneos nesta quinta, ambos bem sucedidos - uma grande demonstração de força! A segunda foi a criação de um bloco de lutas, convocado pelo Sindicato dos Metroviários de SP, do qual participam dezenas de organizações e centenas de ativistas - mais uma demonstração de força, mas também de unidade e maturidade do movimento e da esquerda anticapitalista!

 

E São Paulo não está sozinha! Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Teresina e Joinville também tem vem se somando na luta e dando corpo na luta contra o aumento das tarifas. E a repercussão nas redes sociais em apoio à luta e repressão aos lutadores de SP. 2016 é o segundo ano consecutivo com aumento de tarifas do transporte público em São Paulo, o que representa um ponto fora da curva em se tratando de ano eleitoral. Mas, não é uma surpresa, convenhamos, que à medida em que a crise econômica se agrava, a retirada de direitos se sobressaia ao bom senso mais básico - até mesmo o mais pragmático dos bom sensos, que é o bom senso eleitoral. E, pra garantir a taxa de lucro das máfias de transporte no estado, Haddad e Alckmin demonstram estar dispostos à tudo, até mesmo rasgar a constituição federal e submeter o trajeto dos atos ao aval da polícia militar.


Em que pese o medo das bombas, cassetadas e prisões, a juventude e a classe trabalhadora já fez sua opção por seguir nas ruas com a máxima disposição e por se organizar com a máxima democracia, pois o medo maior não é da polícia, mas sim de um futuro onde todos os direitos se transformem em mercadorias.

 

 


Se depender da juventude, o reajuste das tarifas dará lugar à tarifa zero.


Se depender da juventude, a dívida pública dará lugar à auditoria da dívida pública.

Não à Privatização do metrô!
Não à demissão dos cobradores ônibus!
Não ao aumento das tarifas!

Foto: Wellington Amorim

 

O aumento da tarifa veio quente, nois já tá fervendo!

 

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