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VIOLÊNCIA E REPRESSÃO É A MARCA DA ERA TEMER

7.9.2016

Primeira semana após o golpe consumado fez emergir levantes pelo #ForaTemer de norte a sul do país. Todos os atos com a tônica contra o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer e por eleições diretas. Junto a resistência, a “Era Temer” está sendo marcada por uma brutal repressão da Polícia Militar.

 

 

 

Do dia 31 de agosto até a data dessa publicação, em diversos locais do pais, foram registradas manifestações Anti-Temer. Atos com ares de Junho de 2013,  com a presença ampla da juventude e convocações espontâneas nas redes sociais. Especialmente, tem tido peso decisivo a unidade entre os setores da Frente Povo Sem Medo, que aglutina movimentos sociais, entidades e organizações políticas, como nós do RUA e o MTST. Desde o início do governo ilegítimo, a Povo Sem Medo reuniu milhares de trabalhadores e jovens na luta pelo Fora Temer e para que o povo decida os rumos do país, com destaque na cidade de São Paulo.

 

Em São Paulo, onde tem acontecidos atos massivos, a repressão da Polícia de Alckmin tem sido intensa. Em todas as mobilizações da última semana ocorreram violência e prisões arbitrárias pela PM. Michel Temer quer calar as ruas na base da força, e assim se aprofunda a criminalização dos movimentos sociais.

 

Na capital paulista, no dia do golpe, Deborah Fabri, estudante da UFABC e militante do Levante Popular da Juventude, foi atingida por um estilhaço de bomba, levando a perda da visão do seu olho esquerdo. Além da Deborah, um fotógrafo e midiativista também foi baleado. No dia 4 de setembro, também na capital paulista, antes de um ato de mais de 100 mil pessoas, a PM forjou o flagrante e prendeu 26 jovens, já libertos pela insuficiência de provas. No fim do mesmo ato, a repressão da PM com bombas e porradaria foi para "dispersar" os manifestantes. Em Brasília, o ato no dia do golpe também foi marcado por uma cruel repressão, violentando e detendo alguns jovens. Em Belém do Pará, nesta sexta-feira, Celso, estudante da UNAMA e militante do RUA, foi cruelmente agredido e detido pela polícia. Erika, mulher negra e artista, também foi violentada e detida pela polícia racista e misógina. Em Vitória/ES, 4 mulheres estudantes da UFES foram violentadas e detidas.

 

Essa é a mesma polícia que extermina jovens negros e da periferia, em nome da “guerra às drogas”. Cláudias e Amarildos são desaparecidos diariamente das favelas.

 

Os instrumentos do Estado para “segurança” servem para a manutenção do status quo. Não vivemos um Estado Democrático de Direito, vivemos um estado policialesco, que tem como objetivo a punição do inimigo penal, jovens negros da periferia. As estruturas da polícia militarizada são resquícios ainda da ditadura empresarial-militar de 64.

 

A re-militarização das questões sociais não se inicia na “Era Temer”. Na copa do mundo em 2014, o Governo Dilma não poupou esforços em investimentos para a garantia do megaevento. Foram 1,9 bilhão de reais investidos na modernização dos equipamentos das forças militares e até mesmo treinamentos fornecidos pelo FBI aos agentes brasileiros. No Rio de Janeiro, o exército foi enviado para ocupar a Maré com 2.750 soldados para a “pacificação” das comunidades. O efetivo total foram de 180 mil soldados para a Copa do Mundo, um recorde de mobilização em eventos da FIFA. Todos os atos de resistência contra o legado dos megaeventos foram duramente reprimidos. Posteriormente, foi a vez da criminalização dos “rolezinhos”. Não há como esquecer também a criminalização dos movimentos sociais, do movimento estudantil, dos trabalhadores em greve, além da morte de indígenas e quilombolas para o desenvolvimento, produção de grãos para a exportação de commodities.

 

Um dos últimos atos do Governo Dilma, foi a aprovação da lei “antiterrorismo”, que enquadra os militantes políticos em manifestações como terroristas, ferindo o direito constitiucional à livre expressão política. 

 

Trata-se de uma longa construção dos poderosos em produzir a “paz social”, com o uso intensivo dos meios militares como "controle” das lutas sociais.

 

Assim, o debate sobre a desmilitarização da polícia militar, a criminalização dos movimentos sociais, o cerceamento político se tornam ainda mais centrais para o conjunto da esquerda anticapitalista.

 

Toda nossa solidariedade aos/às militantes que foram detidos, baleados, violentados nos atos Brasil afora.

 

Seguiremos resistindo e ocupando as ruas contra o governo ilegítimo e golpista de Temer, contra a repressão e por uma saída democrática.

 

Que o povo decida os rumos do pais! Eleições Gerais Já!

 

Fotos: Midia Ninja e Edson Palheta.

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