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Educação sem Temer! #QueOPovoDecida #EscolaComDiversidade

 

 

       O dia 11 de Agosto é lembrado anualmente, há mais de um século por ser o dia do estudante. Em 2016, o mês de agosto também será lembrado como um marco na política brasileira, pela votação final do impeachment de Dilma Rousseff, ao mesmo tempo em que somos a vitrine do mundo nas Olimpíadas no Rio de Janeiro.

 

        O país está passando pela consolidação de um golpe institucional, o que marca um momento profundamente instável. Mas para compreender este momento, precisamos resgatar as motivações que nos fizeram chegar até aqui. Os governos petistas passaram mais de dez anos tentando conciliar interesses inconciliáveis entre os de baixo e os de cima. Assim que a crise econômica chegou com força no Brasil no início de 2015, a farsa foi por água abaixo e os de baixo - juventude, mulheres, lgbts, negros e negras, trabalhadores e trabalhadoras – tiveram seus direitos rifados. Os profundos cortes nas áreas sociais e reformas impopulares, derreteram a base social do governo Dilma e abriram espaço para os debates de novas saídas para a crise.

 

        A direita brasileira, o grande empresariado, agronegócio, bancos – mesmo com parte deles tendo historicamente apoiado o governo PT – articularam o golpe institucional com a promessa de apresentar “novas saídas” para a crise, que de novidade só teve o peso da mão do conservadorismo. O ajuste fiscal se endureceu, novas contra-reformas entraram em tramitação, sem o pudor de disfarçar um ministério retrógrado, leis da época da ditadura e discursos de ódio.

 

        A educação, que já sofria com a falta de recursos, deu uma guinada ao passado com novos cortes orçamentários, projetos privatizantes e sem espaço para a diversidade. Mendonça Filho, novo ministro da Educação em seu primeiro mês de mandato chamou Alexandre Frota, um estuprador confesso, sem nenhuma trajetória em políticas educacionais para opinar sobre a pasta. Um país em que o debate de gênero é pensado para ser feito no ensino, ainda compactua com a cultura do estupro.

 

        Para as escolas não se pensa estrutura, nem em qualidade. Está em tramitação o Projeto de Lei “Escola Sem Partido”, que sob este nome esconde uma série de medidas antidemocráticas que tolhem a liberdade de expressão dos professores. Se torna proibido o debate político livre nas salas de aulas, a abertura para entidades estudantis darem seus informes e qualquer discussão sobre mobilizações que acontecem no país. Se torna proibida a “ideologia de gênero”, nome pejorativo para denominar direito de reconhecermos que pessoas LGBTs existem e de poder falar sobre isso.  

 

        Para as universidades, propostas derrotadas há mais de uma década voltam à ordem do dia, como a cobrança de mensalidades no Ensino Público, o fim de projetos sociais e diretrizes cada vez mais privatizantes no Ensino Superior.

 

        Diante deste cenário, no dia do estudante, queremos colocar o movimento estudantil no seu lugar histórico: nas ruas e influenciando o presente e o futuro do país. Lutar por uma educação pública, gratuita de qualidade, hoje significa dar respostas à esquerda para a crise política no país.

 

        Refutamos a falsa saída da direita, mas também não achamos que a volta da Dilma terá capacidade de dar as respostas que Brasil precisa. Defendemos um Plebiscito por Eleições Gerais, no qual o povo, impedido de participar e opinar sobre as decisões durante todo este processo de crise, tomaria o lugar do Congresso corrupto para dar uma saída real. Saíremos às ruas em todo o Brasil no dia 11 para que o povo decida!

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