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#11A Estudantes na RUA em defesa do nosso futuro

10.8.2016

 

O mês de agosto será marcado para a votação final do impeachment de Dilma pelo Senado.Vimos um significativo enfraquecimento das mobilizações encabeçadas por movimentos de direita, ao mesmo tempo em que amplos setores da sociedade, jovens, mulheres, trabalhadores, sem teto, estão indo às ruas exigir o fim do governo ilegítimo de Michel Temer e uma saída política democrática e à esquerda para a crise vivida no país. O ano de 2016 foi marcado pelo aprofundamento da crise econômica e política no Brasil. A política de ajustes, iniciada no governo de Dilma, se aprofundou no governo reacionário de Temer. O povo segue pagando caro a conta da crise dos de cima.


Passados mais de dez anos buscando conciliar interesses inconciliáveis entre os de baixo e os de cima os governos petistas submeteram a população a juros altíssimos, retirada de direitos, cortes nos investimentos do setor público e nas áreas sociais, repressão aos movimentos sociais, corrupção e desemprego. Mais recentemente, principalmente desde Junho de 2013, o PT também se provou incapaz de conter a indignação da juventude, dos trabalhadores e dos e das oprimidas contra todos os ataques aos nossos direitos e interesses. A juventude foi às ruas, conquistou vitórias e para os poderosos isso ficou inaceitável.


Por isso, para os de cima, era hora de abrir mão do governo petista por mais que o próprio PT tenha se esforçado muito em atacar os direitos e condição de vida dos explorados e oprimidos. O PT, que já era terrível para os de baixo, e vinha com níveis baixíssimos de popularidade, abriu então espaço para um governo de brutal desmonte dos serviços públicos e de ataque a direitos históricos da classe trabalhadora. Educação pública, previdência, saúde, condições de vida… tudo está sob ataque por uma direita que se pretende na ofensiva.


É fundamental que sigamos debatendo as saídas democráticas e à esquerda para a crise. Construindo mobilizações, lutas e greves, vamos impor derrotas aos governos que tem colocado a conta da crise nas costas dos trabalhadores e da juventude. Acreditamos que a decisão sobre quem governa não cabe ao Congresso corrupto e criminoso. É o povo que deve decidir!


Esse mês de Agosto, portanto, deve ser decisivo para os próximos anos, marcado pela polarização política entre o velho e o novo que surge das lutas. Em todo o Brasil, queremos colocar o movimento estudantil no seu lugar histórico: nas ruas, influenciando o presente e o futuro do país. Somos contra a manobra do congresso apodrecido que conduziu Temer à presidência. Somos contra a retirada de direitos de Temer e de Dilma, contra a privatização das nossas universidades e a lei da mordaça que quer censurar nossas escolas.


O novo governo já demonstrou que não irá medir esforços para atacar os nossos direitos. Logo na primeira cena o governo promoveu um dos mais duros ataques que a Petrobras já sofreu, a venda do campo de Carcará a uma multinacional estrangeira. O campo, que já era de propriedade da Petrobras, foi vendido 80% abaixo de seu valor. E é dessa mesma maneira que Temer já apresenta a sequência de ataques, dentre os quais a educação se coloca como grande alvo: cortes, privatização e o conservador Projeto Escola Sem Partido, conduzido pelo Ministro da Educação Mendonça Filho encontra na juventude e nos trabalhadores a resistência de quem não vai aceitar que o seu presente e seu futuro sejam colocados em xeque. Ocupamos mais de 600 escolas pelo Brasil, derrotamos governos e ninguém vai parar a nossa luta.


Por isso, nesse dia 11 de Agosto, dia do estudante, estaremos nas ruas, escolas e nas universidades lutando em defesa do nosso futuro e dos nossos direitos. Não aceitamos o governo gângster de Michel Temer, assim como não aceitávamos a retirada de direitos do governo Dilma. Vamos lutar para defender nossas escolas da censura, e da ideologia do pensamento único e lutar contra o desmonte da educação pública já tão precarizada!

Fora Temer! Que o Povo Decida: a saída é pela esquerda !
Não ao Escola Sem Partido!
Em defesa da educação pública, contra os cortes e a privatização! Fora Mendonça Filho!
A juventude quer emprego!

 

Assinam esse manifesto:

 

RUA - Juventude Anticapitalista

Juntos!

MAIS

Coletivo Construção

União da Juventude Comunista

ANEL

Mutirão

Vamos à Luta

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