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‪#‎FeesMustFall - A luta contra a mercantilização da educação é internacional!

 

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O Movimento Estudantil da África do Sul mostrou que a luta é a grande força da juventude. Lá, não existem universidades públicas, somente universidade privadas, as taxas e abusos dos tubarões do ensino são degradantes e criam grande muros para juventude negra. Sobra descaso e austeridade do governo e falta políticas públicas e direitos.

 

O governo de Zuma, do Congresso Nacional Africano (CNA) deixou as(os) estudantes furiosos! Após o anuncio vindo das universidades locais que propuseram aumentos de taxas de até 11,5% no próximo ano nas mensalidades, argumentando que eles precisam taxas mais elevadas para manter-se padrões, as (os) estudantes mobilizados fizeram semanas de protestos nacionais, que culminaram em uma reunião em massa fora dos principais escritórios governamentais, onde apesar de convidado, Zuma não apareceu!

 

A maior manifestação aconteceu em Union Buildings, sede da África do Sul do governo em Pretória. Mais de 10.000 pessoas se reuniram na sexta-feira para exigir essa taxa fosse repudiada. Embora convidado duas vezes, Zuma não deu as caras, optando por fazer o anúncio na sala de imprensa no interior do edifício principal. Veículos locais difundiram seu pronunciamento: "Nós concordamos que haverá um aumento zero taxas universitárias em 2016”, disse Zuma.

 

Vitória dos estudantes, pois foi o maior protesto estudantil desde 1976, no Levante de Soweto - um momento icônico na luta contra o regime de apartheid da África do Sul.

 

Desta vez não foi diferente, após a ausência de Zuma e a ira das (os) estudantes houve repressão e muita violência por parte da polícia, desencadeando protestos na maioria dos grandes centros urbanos em todo o país. Internacionalmente, centenas de sul-africanos fizeram um comício de solidariedade em Londres.

 

Olhando os desafios de lá, não se parecem muito com os daqui? A luta dos de lá, é a mesma dos daqui! A educação deve ser crítica e libertadora, voltada para a transformação radical da sociedade e para a emancipação coletiva de todas (os) as (os) sujeitos. Na África do Sul, no Brasil e mundialmente, a luta é a ferramenta de transformação para juventude!

 

Aqui, vivemos situações parecidas, de austeridades e descaso com a educação. O ano de 2015 começou com o discurso inflamado da presidenta Dilma, que nomeou o país como "Pátria Educadora", mas diante da crise econômica, cortou mais de 9 bilhões da educação.

 

Para os daqui, os cortes e altas taxas do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) no começo do ano castigaram aquelas (es) que precisam do programa, enquanto os bolsos dos grandes Tubarões do ensino continuaram cheios, lucrando com mensalidades abusivas e taxas irregulares, entre elas a empresa Kroton, dona da rede Anhaguera, que tem 30% de seu lucro oriundo de programas como FIES e PROUNI.

 

No segundo semestre os juros do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES)  foram elevados ao dobro, em 6,5%, endividando nosso futuro e nos impossibilitando de sonhar em ingressar, permanecer e concluir a universidade.

 

No Brasil, o governo que injeta dinheiro nas “empresas de ensino” é o mesmo que corta bilhões do ensino público: greves nas Universidades Federais, que sofreram tão fortemente com os cortes do governo, se espalham por todo Brasil, unindo estudantes, professores e funcionários, mas o governo federal não deu a mínima!

 

Para as (os) estudantes sul-africanos, Zuma se mostrou covarde e a resistência continua. A luta por uma educação verdadeiramente para todas e todos, contra os tubarões do ensino e os que não governam para o povo é internacional: EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA!

 

Acabar com as taxas universitárias completamente e lutar por educação pública é o horizonte das lutadoras e lutadores, que sonham com uma universidade e uma educação livre! O RUA- Juventude_Anticapitalista vem dizer que a luta dos de lá, é a luta dos daqui:  ‪#‎FeesMustFall

 

                                                

                         NA FOTO: Apoio aos estudantes da África do Sul

 

*Simone Nascimento é estudante de Jornalismo na PUC-SP e Diretora de Assistência Estudantil da UNE pelo campo da Oposição de Esquerda.

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