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Na RUA Contra a Reorganização Escolar #NãoFecheMinhaEscola!

14.10.2015

Mais uma notícia de retirada de direitos da população que está sob o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) levou estudantes e professores para RUA. No último dia 23 de setembro, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo anunciou o projeto de Reorganização das Escolas da rede estadual de ensino, tendo como principal medida a separação física total entre as escolas dos anos iniciais, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Tal medida foi oficializada antes mesmo de ter sido comunicada as diretorias de ensino.

 

Com o objetivo de manter em cada escola apenas um ciclo de ensino a intenção do governo do Estado é fechar pelo menos 127 escolas. Nós do RUA - Juventude Anticapitalista somos contra a medida que deixará que 1 milhão de estudantes sejam diretamente atingidos, que centenas de professores e funcionários sejam prejudicados, que as escolas sofram  com o a superlotação nas salas de aula e a transferência de alunos para áreas mais distantes precarize ainda mais suas vidas.

 

O estado alega que é proibido ter escolas da mesma função pedagógica mais de 1,5 km distante da outra. Ou seja, muitos estudantes, principalmente do período noturno que trabalham, estudam, que dedicam o seu tempo fora da escola serão prejudicados (as) pelo fato de sua casa não manter um raio de 1,5 km da outra.  

 

A ausência do ensino médio no período noturno, que permite que estudantes que vivem uma jornada de trabalho durante o dia tenham acesso a educação já é arlamante e com a nova medida será reduzida ainda mais. Além disso o governo também pretende acabar com o Ensino para Jovens e Adultos (EJA), dificultando ainda mais o acesso a educação para população com direitos mais precarizados. O plano de Alckmin é deixar ainda mais exclusos e privados do conhecimento à aqueles que estão cheios de sonhos.

 

 

 

Não vamos aceitar!

 

São tempos difíceis para juventude, mas não menos combativos e de luta para aqueles que após viverem os grandes cortes do govento Dilma (PT) na educação nacional, e a tentativa da redução da maioridade penal de Eduardo Cunha (PMDB), agora é alvo de mais uma exclusão social. É a juventude pobre, negra, periférica que fica localizada nas áreas mais precarizadas, que luta todos os dias para ganhar um espaço como ser humano nesta sociedade que se levanta para dizer NÃO. É o levante secundarista!

 

Desde o primeiro anuncio de mais essa retirada de direito, milhares de estudantes e professores se manifestam contra a “Reoganização” nas RUAs de São Paulo. Fechando grandes avenidas, sofreram com a repressão da PM e com a truculência do governo, mas não há desafio maior que os sonhos de viver, ser feliz, de sonhar com um futuro e fazer um mundo novo. Amanhã vai ser maior!  

 

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