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MUTIRÃO TERRA PROMETIDA - MST RJ

30.9.2015

 

No último final de semana, dias 26 e 27 de setembro, aconteceu mais um mutirão no assentamento Terra Prometida do MST, na Baixada Fluminense, onde a frente de Movimento Popular do RUA - RJ participa em conjunto com o GAE (grupo de agroecologia da UFRRJ) e a COPATERRA (cooperativa do assentamento). 


Nesse mutirão está sendo construída de forma colaborativa a casa de sementes, através da técnica de bioconstrução tradicional da arquitetura brasileira, o pau-à-pique, feito com estrutura de madeira roliça, disposta vertical e horizontalmente, amarrada com cipó ou cravo e depois preenchida com barro (argila, areia, palha e água, amassado com os pés), que é um importante espaço para o armazenamento das sementes crioulas, que não só carregam a cultura e a tradição da região mas que também possibilitam a autonomia dos agricultores em relação às sementes produzidas e vendidas (e muitas vezes patenteadas) por grandes empresas.


Atualmente, o potencial econômico e principal produto agrícola do assentamento é a venda do aipim por meio do Plano Nacional de Alimentação Escolar, que garante que no mínimo 30% da alimentação de todo o ensino básico sejam de origem de agricultura familiar, de assentamentos, comunidades quilombolas ou indígenas.


Nós do RUA estamos nos assentamentos e ocupações aprendendo com Movimentos Populares como o MST e construindo junto com eles com luta e mística. Pra gente esse processo tem sido de grande aprendizado e troca de conhecimentos. Na luta anticapitalista precisamos estar juntos, ombro a ombro com o povo, construindo na prática a soberania alimentar dos povos, contra o agronegócio, contra os agrotóxicos e as sementes transgênicas, por reforma agrária já! 

"Arroz deu cacho e o feijão floriô, 
milho na palha, coração cheio de amor. 
Povo sem terra fez a guerra por justiça
visto que não tem preguiça este povo de pegar
cabo de foice, também cabo de enxada 
pra poder fazer roçado e o Brasil se alimentar. 
Com sacrifício debaixo da lona preta
inimigo fez careta mas o povo atravessou
rompendo cercas que cercam a filosofia
de ter paz e harmonia para quem planta o amor. 
Erguendo a fala gritando Reforma Agrária, 
porque a luta não pára quando se conquista o chão 
fazendo estudo, juntando a companheirada 
criando cooperativa pra avançar a produção." 


(Floriô, Chico César)

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