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Contra o Extermínio do Povo Guarani-Kaiowá!

3.9.2015

ASSASSINATO DE LIDERANÇAS INDÍGENAS NO MATO GROSSO DO SUL É RESPONSABILIDADE DO ESTADO BRASILEIRO E DO AGRONEGÓCIO!

 

O indígena Simião Vilhava da etnia GUARANI KAIOWÁ foi assassinado com um tiro na cabeça. Este assassinato ocorreu neste final de semana após uma reunião entre fazendeiros, no Sindicato Rural do município de Antônio João (Mato Grosso do Sul). Nesta reunião estavam presentes os Deputados Federais Mandetta e Tereza Cristina, também estava presente o Senador Moka, todos os três apoiando as iniciativas dos fazendeiros da região, que enraivecidos e armados foram à área retomada de uma terra tradicional indígena e atacaram as famílias da aldeia.

 

A terra é o Tekoha Nhanderu Marangatu e há décadas as famílias indígenas resistem na região. Por volta 1940 à 1950 os indígenas começaram a ser ameaçadas e expulsos por fazendeiros. O processo para provar e identificar e delimitação a terra Ñande Ru Marangatu foi iniciado em 09 de abril de 1999, e concluído no ano 2001. Que foi reconhecida em 2002 pelo então Ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ramos Ribeiro, como sendo terra tradicionalmente ocupada pelos Kaiowá a extensão de 9.317 hectares. Porém a decisão foi suspendida e já faz dez anos que os guarani kaiowá da Marangatu aguardam decisão e homologação de suas próprias terras tradicionais.

 

A história da disputa pela terra no Mato Grosso do Sul se arrasta desde 1889! Onde mais de CINCO MILHÕES de hectares de território Guarani Kaiowá foram doados pelo Governo Brasileiro para Tomaz Laranjeira (dono da Cia Matte Laranjeira) por serviços militares prestados durante a Guerra do Paraguai. Nas décadas seguintes foi criado o SPI (Serviço de Proteção Indígena) que operou de diferentes formas de 1910 até 1967, porém na prática o SPI protegia os interesses dos fazendeiros. Em meados da década de  50 com  a Marcha para o Centro Oeste, o Governo Brasileiro criou as chamadas “Reservas Indígenas” , que no MS se localizam na região Centro Sul do estado. O conceito de reservas era em teoria era colocar os indígenas em áreas que eles tivessem segurança, mas na prática serviu para isolar, oprimir e tirá-los de seus territórios originais para que suas terras fossem griladas pelos fazendeiros. Hoje, suas terras estão nas mãos do agronegócio!

 

O RUA - Juventude Anticapitalista APOIA A RETOMADA E A AUTODEMARCAÇÃO DOS TERRITÓRIOS INDÍGENAS pois a justiça é ineficiente e os governos são omissos! APOIAMOS AS OCUPAÇÕES! Denunciamos o AGRONEGÓCIO E O ESTADO BRASILEIRO que é conivente com os crimes e ataques aos Guarani Kaiowás! Denunciamos o PODER JUDICIÁRIO que protela na homologação das terras! Denunciamos A BANCADA RURALISTA no congresso! DENUNCIAMOS o GOVERNO FEDERAL que investe e apoio massivamente o AGRONEGÓCIO com a justificativa de que é o modelo ideal na produção de alimentos para o país, o que são fatos falsos, pois no MS assim como em todo o território nacional, o Agronegócio é responsável pela produção de monocultura para exportação. Eles produzem SOJA, CANA E BOI! A verdadeira alimentação que vai pra mesa dos cidadães é produzida pela agricultura familiar e não pelos ruralistas!

 

Enquanto lideranças indígenas são assassinadas no Mato Grosso do Sul, o Governo Federal continua declarando sua opção pelo Agronegócio em detrimento, inclusive, de outras áreas como a Educação que está precarizada no país inteiro, e a Saúde. Mesmo alegando crise e corte de gastos, o Governo Federal investiu esse ano R$187,7 bilhões de reais no agronegócio, cortando R$9,4 bilhões de reais da educação e R$11,7 bilhões da saúde.

 

O AGRONEGÓCIO É UMA FARSA!

OS GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAL DO MS SÃO CONIVENTES E SÃO FINANCIADOS POR ELES!

 

O RUA - Juventude Anticapitalista DEFENDE A DEMARCAÇÃO DAS TERRAS E A LUTA DOS POVOS INDÍGENAS!

 

"Pelos nossos mortos nenhum minuto de silêncio, mas uma vida inteira de lutas!"

¹griladas: termo utilizado já que mais de 76% das terras do MS comprovadamente foram tomadas de indígenas. Na época da divisão do estado e até antes disso, os fazendeiros pediam conseguiam escrituras falsificadas das terras e as colocavam dentro de uma gaveta com grilos, após alguns dias a escritura parecia ser de mutios anos atrás.

 

 

 

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