Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons by-sa 3.0. Rua_Juventude Anticapitalista, exceto quando proveniente de outras fontes ou onde especificado o contrário. 

NOTA DE REPÚDIO À EMISSORA TELEVISIVA "BAND" E AO PROGRAMA "PÂNICO NA BAND"

 

FAZEM BLACKFACE, NOS ANIMALIZAM E CAÇOAM DE NOSSAS RELIGIÕES: RACISTAS NÃO PASSARÃO!

 

O Programa Pânico na Band não surpreendeu, mas gerou ainda mais indignação com a sua última exibição carregada de estereótipos e opressões. A atração televisiva que sempre carrega o discurso do humor opressivo, exibiu, pela segunda vez, um personagem chamado “O Africano”, interpretado pelo ator Eduardo Sterblitch, que é branco.

 

Eduardo pintou a pele de preto, fazendo blackface e usou uma segunda pele, também preta. O apresentador, Emílio Surita, que chamava a “atração” ao palco do programa, prometia um desafio, uma “dança”, o “Desafio Africano”.

 

“O Africano fez um grande sucesso no Pânico Chef, semana passada, não foi isso mesmo?”, perguntou o apresentador. O personagem, animalizado, respondeu com sons e não palavras.

 

O VT rodado no programa, narrava a seguinte história:

 

“No Pânico Chef, um personagem especial se destacou”, ao entrar na sala, o VT mostrava suas características “Caça e colhe” e uma mesa cheia de rosas vermelhas, bebidas e taças. Não precisa ir longe no imaginário brasileiro para perceber que tudo se remetia a nossa cor de pele, nossa ancestralidade e as religiões de matriz africana: “Mesmo sem proferir qualquer palavra que se possa entender... Uns dizem que ele recebe uma entidade”, contou.

 

Nós do setorial de Negras e Negros do RUA – Juventude Anticapitalista verbalizamos aqui, através dessa nota de repúdio, nossa indignação frente a Band e o Programa Pânico na Band, que mais uma vez, exibiu em sua programação atos de profunda opressão, que normalizou mais uma vez o racismo, a xenofobia e a intolerância às religiões de matriz africana.

 

Nossos olhares atentos a toda forma de opressão não deixarão que passe nenhum ato de racismo, nós não permitiremos o discurso de ódio! Nossa luta é para derrubar toda forma de opressão, para repudiar a mídia racista, machistas e Homolesbobitransfóbica.

 

É preciso lembrar aos coronéis da grande mídia, que suas licenças são públicas e que no lugar de seu discurso intolerante, nos devem o direito de resposta, não o desserviço à sociedade.

 

A representação distorcida da população negra em geral na mídia, nos leva a uma discussão muito urgente: a revisão do marco regulatório das comunicações, a partir da ausência de pluralidade e diversidade na mídia, que esvazia a dimensão pública dos meios de comunicação.

 

Enquanto houver estigmatização da população negra uma certeza permanece: o racismo se mantém no espaço midiático, se reinventando, e reaparecendo sob os mais diversos modos, estilos, contextos e títulos. Já vimos em Adelaide, personagem da “Zorra Total”, o discurso de Miguel Falabella em,“O Sexo e as Nega” e muitos outros. Amanhã, o que será? O perigo da ignorância racista é o que nos mata diariamente!

Fazemos uma promessa: Racistas, Não passarão!

 

SETORIAL DE NEGRAS E NEGROS DO MOVIMENTO RUA-JUVENTUDE ANTICAPITALISTA

 

link do vídeo:https://www.facebook.com/programapanico/videos/1047148348636952/

Please reload

Please reload