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RUA na Baixada Fluminense ! O bonde não para, o bonde só cresce!

13.7.2015

A Baixada Fluminense é uma parte importante do território do estado do Rio de Janeiro, pela história no desenvolvimento do estado, na luta por direitos e por liberdade, mas também pela importância para o projeto capitalista que se desenvolveu ao longo dessa história, e que está aí hoje representado pelo o governo Pezão/ PMDB.

As demandas por direitos são muitas.

Altos índices de extermínio da juventude negra, de violência contra mulher, de LGBTfobia, falta de saneamento básico em grande parte do território da Baixada, pouco ou nenhum acesso à sáude e educação com qualidade e dignidade.
A juventude é quem sente a realidade de forma mais cruel. Ao começar um novo dia, luta pela sua sobrevivência e luta também para mudar essa realidade. Em toda Baixada, estamos na luta contra redução da maioridade penal, pois a juventude negra quer viver! 

 

Em Duque de Caxias, debatendo e construíndo nas escolas secundaristas uma rede de resistências e esperanças, vamos fortalecendo a entidade que representa os estudantes frente aos governos, e que por isso, deve ter autonomia para enfrentar a falta de verbas e prioridade na educação. A UEDC deve ser democrática, de luta e estar nas ruas com os estudantes! Ainda em Caxias, terra onde viveu Solano Trindade, poeta da resistência e luta do povo negro, estamos na Ocupação que tem o seu nome, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), que organiza famílias para que todos tenham casa. A terra cumprindo sua função social, que não é servir ao capital ! Deve estar a serviço do povo.

 

Os desafios dessa luta e do movimento popular são muitos. Organizar as crinaças e jovens são alguns deles. Para isso, constuímos o "Espaço Criarte", ferramenta do MNLM que através da Educação Popular faz a formação das crianças e jovens da comunidade.
Outra trincheira é a da cultura. A cultura popular, cultura de rua, arte de periferia em contraposição à arte de mercado, arte branca, elitizada que nos enfiam guela abaixo todo dia. Nesse combate, os Saraus de ruas e praças em que estamos inseridos são linha de frente.

Em Piabetá, o "Sarau Corra que a Polícia Vem Aí", que reune rappers, MCs, skate, graffite, produzindo cultura de protesto, discutindo a criminalização da juventude, o combate as opressões e a legalização das drogas, é um polo de articulação fundamental na luta por mais direitos na Baixada, através da cultura. Esse se soma as outras iniciativas de Sarau, tão importantes quanto, como o "Sarau V" em Nova Iguaçu, Sarau "RUA" em Nilópolis, e também ao movimento CineClubista da Baixada, com Buraco do Getúlio, entre outros.

 

Por fim, vamos pisar com força nos movimentos de Mesquita, Belford Roxo, São João de Meriti, e em cada canto, viela, favela, ocupação, manifestação, sarau da Baixada Fluminense, fortalecendo as lutas e conquistando mais direitos pra juventude.

O bonde não para, o bonde só cresce.


 

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