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Radicalizar as lutas e a UNE!

26.4.2015

 

Movimento rumo ao 54º Congresso da UNE!

 

Que a UNE volte a ser perigosa!

 

O período de maior efervescência da disputa política do Movimento Estudantil está em curso: as eleições ao Congresso da UNE, o maior encontro estudantil da América Latina. De norte a sul do país, as Instituições de Ensino Superior se transformam em palco de importantes debates sobre as lutas das juventudes, a construção do Movimento Estudantil e de projetos de educação.

 

O 54º CONUNE acontecerá nos dias 03 a 07 de junho de 2015, em Goiânia, imerso em um momento político do Brasil dinâmico e de intensa disputa ideológica. Será o primeiro Congresso após as Jornadas de Junho de 2013, em que milhões de jovens e trabalhadores/as foram às ruas em uma explosão de indignação por mudança, democracia e mais direitos, negando a velha forma de fazer política.

 

Querem retirar nossos direitos! Não passarão!

 

A UNE tem enorme responsabilidade na luta para que a juventude tenha direito ao futuro, à esperança e a mais direitos. É forte a ofensiva para retirada de direitos dos trabalhadores, das mulheres, dos LGBTTs, das crianças e adolescentes e dos direitos humanos em geral.

 

A aprovação da PEC 171, da redução da maioridade penal, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, foi um prenúncio sombrio do que pode vir por aí. A votação às pressas do histórico PL das terceirizações, que põe abaixo a CLT, as condições de trabalho e o salário, demonstra os bons serviços à burguesia que Eduardo Cunha, presidente da Câmara, está disposto a prestar.

 

Estão na fila, já anunciados para votação, o projeto de reforma política do PMDB – que assegura o financiamento empresarial e o voto distrital –; a mudança do marco regulatório do pré-sal, que retira a obrigatoriedade da Petrobras como operadora nos consórcios da área; o Estatuto do Nascituro, que significará retrocesso de um século na luta pela legalização do aborto; e o Estatuto da Família, numa clara provocação à comunidade LGBTT. Cunha ainda promete tornar obrigatório que todo brasileiro tenha um plano de saúde privado, sonho da indústria que financia suas campanhas!

 

Aprofunda-se a crise política no país: a força e a popularidade do governo petista despencam, o desgaste com as instituições do regime democrático-burguês crescem com as constantes denúncias de corrupção e um setor de direita com peso de massas se fortalece, ocupando as ruas. Isto em meio a uma crise econômica de longa duração.

 

A fórmula da governabilidade do PT, de coalização irrestrita com os setores mais conservadores da sociedade, se mostra fracassada e a indignação cresce e se generaliza, com a continuidade de aplicação de medidas neoliberais.  

 

A “pátria educadora” de Dilma não passa de uma retórica eleitoral, pois o Governo não avança no investimento de 10% do PIB para a educação e, ao contrário, corta 7 bilhões de um orçamento já insuficiente. Enquanto isso, os empresários da educação crescem seus lucros em cima de um direito social, que deveria ser garantido pelo Estado a todos e todas.

Nem o PT no Governo, nem a Oposição de Direita, com o PSDB à frente, podem ser saídas inovadoras para esta crise. O horizonte político destes dois projetos é a aplicação de ajustes neoliberais. A saída deve ser à esquerda!

 

Radicalizar as lutas, nas ruas!

 

À medida que se agrava a crise econômica e se impõe o ajuste neoliberal, greves e manifestações sociais se multiplicam. A indignação cresce e se transforma em mobilização. Os exemplos são vários: greve de professores em São Paulo, dos garis no RJ e em SP, o levante vitorioso dos servidores públicos do Paraná, greve e manifestações radicais dos operários da Comperj e greves metalúrgicas do ABC e de São José dos Campos contra as demissões.

 

Crescem as lutas por moradia e ocupações urbanas, protestos contra a falta d’água e, em conjunto, os povos indígenas vão à luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere do Poder Executivo para o Congresso Nacional o poder de demarcar terras indígenas.

 

Em várias universidades através das assembleias e lutas que vem ganhando força, os e as estudantes se mobilizam contra os cortes do governo na educação, que afetam o ensino público e privado. Com destaque para o dia 26 de março, construído como um Dia Nacional de Lutas em defesa da educação!

 

Esta é a verdadeira alternativa: fortalecer as lutas sociais, ocupar as ruas por mais direitos. A UNE precisa assumir a responsabilidade de convocar os e as estudantes para irem às ruas, somando-se às mobilizações e greves de trabalhadores, para afirmar uma alternativa para esta crise à esquerda, barrando os ataques do governo e arrancando mais direitos!

 

Radicalizar a UNE!

 

Vem com a Oposição de Esquerda!

 

A UNE precisa aprender lições com a juventude lutadora das Jornadas de Junho, que permanece indignada. É tempo da UNE ser radical, afirmar sua autonomia aos governos, priorizar sua atuação nas ruas e na base das universidades, reinventando a forma de fazer política.

 

O papel político de mobilização, articulação entre os movimentos sociais e luta que a UNE pode cumprir é enorme! Por isso, convidamos os e as estudantes indignados e com vontade de conhecer o movimento estudantil a irem ao 54º Congresso da UNE radicalizar a entidade!

Sabemos que a direção majoritária da UNE – que dirige a entidade há mais de 20 anos – está imóvel, porque está umbilicalmente ligada ao Governo Dilma e utiliza a UNE como escudo defensor deste governo.

 

Por isso, o movimento RUA de Juventude Anticapitalista constrói a Oposição de Esquerda da UNE, como um campo capaz de transformar a semente plantada em Junho de necessidade de mudança em ação concreta nas ruas! Vem, vem com a gente, queremos uma UNE diferente!

 

Defendemos que os espaços internos da UNE sejam democratizados, para que sejam mais participativos e politizados. Que neste congresso, possamos construir uma agenda de lutas que faça tremer este país com a força da nossa voz!

 

Por uma UNE enegrecida, feminista e LGBTT! Para que a luta pelo combate às opressões (machismo, racismo e homofobia) estejam presentes no cotidiano das ações, debates e lutas da entidade!

 

Vamos construir uma grande bancada de lutadores e lutadoras que vão RADICALIZAR A UNE! Aqui está presente o Movimento Estudantil, combativo e radical!

 

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