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Mobilização de Movimentos Sociais e Povos Indígenas da Bahia

19.4.2015

Do dia 13 (domingo) ao dia 17  (sexta) de Abril, o INCRA-BA foi ocupado por 2.500 pessoas, reunidas por uma articulação entre vários movimentos sociais do estado pautando a necessidade de avançar a Reforma Agrária, paralisada no Brasil nos últimos anos; a garantia de demarcação de terras indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais; o posicionamento do Estado contra a PEC 215; e a garantia de assessoria técnica rural pública às comunidades do campo; moradia, educação de qualidade, dentre outros.

 

A ocupação fez parte das diversas ações que os povos indígenas e movimentos sociais estão realizando nesse mês de Abril em todo o país, compondo a Mobilização Nacional Indígena e a jornada nacional de lutas em defesa dos territórios dos povos tradicionais (quilombolas, indígenas, camponeses, ribeirinhos/as, marisqueiros/as, dentre outros/as). Compreendendo a necessidade de se articularem na construção de ações conjuntas, transbordando as lutas isoladas, os movimentos acreditam que unidos têm mais capacidade de se organizar e intervir para obter as vitórias necessárias.

 

Durante esses dias de ocupação os movimentos marcharam até outras esferas do poder público estadual, defender seus diretos e cobrar posicionamentos dos mesmos. Foram até a Assembléia Legislativa com um ponto em específico, pressionar os Deputados Estaduais a se posicionarem contra a PEC 215. E conseguiram, o presidente da casa junto a outro Deputados, se comprometeram a escrever um documento endereçado ao Congresso Nacional e a Presidenta, com o posicionamento contra a PEC 215 e em defesa dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

 

Marcharam também até a Governadoria mais de uma vez, na perspectiva de negociar com o Governador as pautas específicas unificadas dos vários movimentos. Inicialmente o governo tomou uma postura engessada e pouco sensível as demandas. Mas com o passar dos dias e da ocupação, o governo (na figura de seus secretários) se mostrou mais aberto a diálogo, incluindo as pautas reivindicadas na agenda do Governador e marcando uma Audiência com o mesmo no dia 08 de Maio.

 

 

 

A avaliação dos vários movimentos e povos presentes: Movimento dos Acampados, Assentados e Quilombolas da Bahia (CETA); Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD); Frente dos Trabalhadores Livres (FTL); Pastoral Rural (PR); Movimento pelo Teto e Terra (MPTT); Movimento dos Trabalhadores Independentes (MTI); Movimento de Resistência Camponesa (MRC); Via do Trabalho (VT); Verde, Socialismo e Trabalho (VST); povos indígenas Pataxó do Extremo Sul, Pataxó Hã Hã Hãe, Povos Quilombolas e a Teia Agroecológica dos Povos da Cabruca e Mata Atlântica; é de que foi vitoriosa a mobilização, tanto por terem conseguido concretizar um anseio antigo de se articularem e construírem ações conjuntas/unitárias mais fortalecidas, principalmente neste momento de fragmentação dos da esquerda, avanço conservador e de violações dos diretos, quanto pela possibilidade concreta de terem vitória nas pautas. Pra eles ficou a necessidade de trabalhar a organicidade e a formação dos militantes dos movimentos unificados visando avançar numa perspectiva revolucionária, construindo a unidade na ação e respeitando a diversidade cultural e territorial dos envolvidos.

 

E fica a reflexão ao movimentos presentes, a valorizarem @s JOVENS. Foi massiva a participação deles e delas na mobilização, contribuindo nas tarefas organizativas da ocupação e nas marchas!

 

 

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