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TODO PODER AO POVO EQUATORIANO! FORA FMI!


Com os gritos “el pueblo unido jamás será vencido” o movimento indígena foi recebido em Quito, após dias marchando em direção à capital de diferentes partes do Equador. O movimento, chamado de “Paro Nacional” é um basta ao estelionato eleitoral praticado por Lenin Moreno, eleito por um programa de combate à desigualdade e compromisso com os direitos sociais.

Ao chegar ao poder, o presidente virou as costas para o povo e passou a adotar as medidas econômicas mortais do Fundo Monetário Internacional (FMI), aplicando um pacote de austeridade e retirada dos subsídios governamentais diretamente a produtos consumidos pelo povo, com o mais grave sendo a gasolina - que subiu de $1,85 dólares o galão para $2,22.

Desde então, os trabalhadores do transporte começaram a se mobilizar na semana passada, até que nessa semana a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) passou a convocar as mobilizações. Diante do tamanho das marchas em direção à capital, o governo, covardemente, transferiu a sede governamental de Quito para Guayaquil, na costa.

Ainda que clamasse por diálogo, o movimento está sendo tratado pelo governo com forte repressão e o estado de exceção perdurará pelos próximos 60 dias - o que fere o direito à resistência garantido pelo artigo 98 da Constituição equatoriana. São gravíssimas violações de Direitos Humanos, com mais de 700 prisões contabilizadas, toque de recolher, bloqueio nos sinais dos meios de comunicação e uma campanha internacional de difamação do movimento popular e acusação de terrorismo.

Não à toa, os presidentes latino-americanos alinhados com uma política de extrema direita tem entoado a posição de defesa à Lenin Moreno, presidentes como do Brasil, Colômbia, Argentina e Paraguai. Em todos estes países em especial, em que as medidas de austeridade foram adotadas como principal política de contenção da crise, vimos um aumento na precarização da vida do povo, aumento da pobreza, da violência e da desigualdade social. Este também é o resultado do mergulho neoliberal de Moreno que sacrifica a vida digna do povo e saqueia o futuro dos jovens equatorianos.

  • Nós, do movimento RUA- Juventude Anticapitalista, nos solidarizamos com a luta da juventude equatoriana, indígena, trabalhadora e estudantil, que, faz jus à história de seu povo e através das ruas mostra que o poder popular é muito mais forte do que seus governantes. Sabemos que esse sistema que almeja acabar com o futuro dos jovens equatorianos é o mesmo sistema que, servindo ao capital internacional, arranca vidas de jovens brasileiros todos os dias.

Em nota oficial da CONAIE Equador postada hoje (10 de outubro) a Confederação lamenta a morte de alguns companheiros que tiveram suas vidas ceifadas nas manifestações. Nós do RUA nos solidarizamos com as famílias e amigos de todos que perderam alguém no Equador e reafirmamos aqui todos os valores dos Direitos Humanos que deveriam ser para todas as pessoas.

Estaremos ao lado do povo equatoriano e de seu movimento nas ruas, pela suspensão imediata do Estado de Exceção, pela reversão dos acordos com o FMI, contra as medidas extrativistas e em defesa de seus territórios! Todo apoio ao povo que busca por justiça social e constrói nas ruas alternativas democráticas para seu país! Que o povo brasileiro veja em sua luta, uma inspiração.

#LaLuchaVaPorqueVa

#ElParoSigue


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