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Disputar o futuro no presente: juventude anticapitalista com Boulos e Sônia


Ser jovem no Brasil hoje é enfrentar o pior desemprego dos últimos 27 anos, é receber salários piores e encontrar empregos precarizados, é batalhar para entrar e permanecer em escolas e universidades públicas, que têm cada vez menos orçamento para garantir qualidade, ou privadas, com mensalidades exorbitantes e sem assistência estudantil. É sofrer com uma política de “segurança pública” que olha pro jovem negro como inimigo, provocando mais mortes do que em países em guerra, como a Síria. É enfrentar as mais duras medidas desde a redemocratização em 1988, de ataque aos nossos direitos no plano econômico, do conservadorismo e de pensamentos proto-fascistas, no plano político. A demonstração mais covarde disso foi o assassinato da nossa camarada, Marielle Franco, mulher negra socialista e periférica, vereadora do PSOL RJ.

O golpe parlamentar de 2016 teve endereço e objetivo: colocar um governo golpista para aplicar medidas econômicas duras e conservadoras sobre os/as que trabalham e os mais pobres. Mas não podemos aceitar essa realidade, porque ela não é impossível de mudar! As juventudes estiveram na linha de frente das principais mobilizações de resistência no Brasil e no mundo, nas ocupações de escolas e universidades, nas marchas por direitos, na primavera feminista e nas ações que têm transformado territórios com arte e cultura. A juventude ensina uma lição: é preciso ter esperança em nossas próprias forças transformadoras!

Para ter um futuro com direitos, disputamos no presente uma alternativa à crise econômica e social. É possível encontrar saídas sem atacar direitos, com geração de emprego digno, fortalecimento da previdência social e apostando em um modelo de segurança pública que não seja pautado pela guerra às drogas, pelo extermínio e encarceramento de jovens negros. É possível aprovar a legalização do aborto, como nos ensinam as argentinas, para que mulheres tenham direito de decidir sobre seu próprio corpo e acesso à saúde pública. Só que isso exige mobilização popular e uma opção de classe, gênero e raça!

Por isso, não temos dúvida: nas eleições de 2018, vamos construir sem medo uma alternativa para mudar o Brasil com Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. A candidatura à presidência de um sem-teto e uma indígena representa um marco na história da esquerda brasileira e traz de forma certeira a união das lutas do campo/floresta e da cidade. Traz consigo a luta de trabalhadores nas cidades sufocados pela especulação imobiliária, espoliados diariamente dos seus direitos, de povos originários dessa terra que são sendo exterminados pelo modelo desenvolvimentista e do agronegócio e que somente buscam o direito a seu território.

Para derrotar a direita pra valer, não vamos acreditar em opções que se dizem possíveis para a esquerda, mas estão fazendo alianças com os mesmos partidos de direita e conservadores que votam a favor de medidas retrógradas e fizeram coro com a retirada de direitos que vivenciamos nos últimos anos.

Não apostamos nas eleições como caminho para abalar profundamente as estruturas, já isso é um resultado das mobilizações e organização dos debaixo, mas acreditamos e somos parte da aliança de movimentos sociais e partidos que lança Boulos e Sônia em 2018: eles não são apenas candidatos, são lutadores por um projeto anti-sistêmico, radical e popular para o presente e para a próxima geração! Vamos sem medo!


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