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Juventude Anticapitalista!

O RUA – Juventude Anticapitalista é um movimento de juventude, uma organização política, que se insere nas mais diversas lutas em favor da juventude e da classe trabalhadora. Atuamos no movimento estudantil, no movimento feminista, negro, LGBT, ambiental e indígena, nos movimento das juventudes da periferia, na luta contra o extermínio, por saúde, cultura e educação, na luta antiproibicionista e pela legalização da maconha!

Nós somos a maioria da população, que vive do seu trabalho. Somos jovens indignados com um sistema apodrecido e corrupto, que só serve para os de sempre ficarem ainda mais ricos e privilegiados. Não iremos tolerar um sistema que ameaça destruir o planeta e os direitos do povo trabalhador em nome da exploração e de um suposto desenvolvimento. Para nós, a vida está acima do lucro!

Queremos expressar nos movimentos a radicalidade e a democracia real que queremos para o mundo. Pois entendemos que para mudar a sociedade é preciso mudar a nós mesmos! Somos uma organização nacional para ação política e fazemos discussões nacionais, a partir das experiências regionais e estaduais, para definir nossa intervenção política e organizar campanhas, mobilizações e propagandear as ideias anticapitalistas!

Saiba um pouco mais da nossa história!

Nosso movimento nasceu em janeiro de 2014 no I Acampamento das Juventudes Anticapitalistas realizado em Niterói/RJ e já reúne centenas de jovens em 21 estados do país, em universidades, escolas, bairros e periferias.

O I Acampamento foi uma iniciativa dos coletivos nacionais Rompendo Amarras, Levante e outros coletivos locais que reuniram mais de 800 jovens. Criamos o RUA, em sintonia com o espírito de indignação das jornadas de luta em junho de 2013 no Brasil, do Occupy nos EUA, da Primavera Árabe no norte da África e no Oriente Médio e dos Indignados na Europa e na América Latina, para questionar profundamente o atual modelo de desenvolvimento e de sociedade.

Desde 2014, atuamos em diversos territórios. Não silenciamos diante de injustiças. Enfrentamos os donos do poder, os opressores e os golpistas. Estivemos presentes em lutas da cidade e do campo, junto a diferentes movimentos sociais, populares e indígenas. Estivemos presentes em marchas e ocupações para resistir aos retrocessos. Construímos a Oposição de Esquerda da UNE, a Frente Povo Sem Medo, o Comitê pelos 10% do PIB para educação pública já, a Marcha pelo clima, a Marcha da Maconha e diversas iniciativas de luta política, feminista, anti-racista, anti-LGBTfóbica e ambiental, propondo uma pauta anticapitalista e libertária. Vem construir essa história com a gente!

 

Por que nos organizamos?

 

Destruir o capitalismo. Somos anticapitalistas!

Queremos encantar a juventude para a necessidade de se organizar para construir outra civilização! Lutamos por todos os nossos direitos, mas não nos contentamos apenas com as pequenas transformações, porque queremos contestar a base da política da sociedade e do sistema econômico, ir à raiz do problema e promover uma radical transformação política, social e das condições de vida da juventude. Nosso compromisso é lutar para eliminar todas as formas de exploração, opressão e injustiças!

 

Combater toda forma de opressão!

Somos feministas, anti-racistas e anti-LGBTfóbicos, e nossa organização procura ser um território livre de opressões. Sabemos que as opressões são estruturantes para essa sociedade e, por isso, não é automático o processo em que cada militante rompe com os preconceitos que são reproduzidos culturalmente. Por isso, defendemos a auto-organização dos sujeitos oprimidos em setoriais de mulheres, negritude e LGBT, formação política periódica e que nossas instâncias sejam formadas também a partir de critérios propostos pelas setoriais de combate às opressões! É com essa prática e na luta política cotidiana que queremos romper com o machismo, o racismo e a LGBTfobia

 

Contribuir com a auto-organização da classe

Somente através da auto-organização a juventude, a classe trabalhadora e os setores oprimidos da sociedade serão capazes de realizar as transformações necessárias na sociedade em que vivemos. É a juventude e a classe trabalhadora, por elas mesmas, que devem construir o seu próprio destino!

 

Construir mobilizações populares de massas

Somente a partir do clamor e ação das imensas camadas populares de jovens, trabalhadoras e trabalhadores, construiremos um poder alternativo que ameace os privilégios da burguesia, das elites e seja capaz de se opor ao capitalismo até a derrubada deste sistema.

 

Lutar contra as burocracias

Encaramos as burocracias como uma espécie de tumor para a organização coletiva. Estas burocracias, sejam através de sua atuação no Estado ou até nas organizações, movimentos e entidades históricas da juventude e da classe é um verdadeiro obstáculo à luta anticapitalista. O combate contra as burocracias, em todas as esferas, se dá no dia a dia, pela afirmação de nossos princípios irredutíveis, contra o autoritarismo e os privilégios e também pelo nosso programa político.

 

Por um novo poder, radicalmente democrático!

Não acreditamos que é possível mudar o mundo sem a mudança de quem tem o poder. O Estado burguês funciona com diversas formas de cooptação que domesticam parte dos movimentos e organizações políticas. Por isso, não apostamos nas mudanças estruturais por meio das instituições e regras da democracia burguesa. Um novo poder deve ser construído desde baixo, sem se abster, através de seus movimentos, de ter como objetivo a derrubada dos de cima.

 

Quais são nossos princípios políticos?

 

Defender a nossa classe (trabalhadora e oprimida)

Somos classistas, porque acreditamos na existência e na força da luta entre classes sociais. Sabemos que, trabalhadores (em suas diferentes formas) e burgueses são classes cujos interesses mais profundos são incompatíveis. Nesse conflito, temos um lado: estamos junto com trabalhadores, oprimidos e desempregados contra os privilégios e lucros da classe burguesa!

 

Democracia anticapitalista

Diante de uma sociedade desigual e sob uma democracia moldada para manutenção dos privilégios dos de cima, acreditamos que somente através de métodos plenamente democráticos uma organização poderá servir como instrumento eficiente e legítimo de transformação. A ampla participação livre e consciente de cada militante, o pleno direito de expressão de opinião e a possibilidade permanente de expressar suas posições nas instâncias internas são nossas linhas mestras de funcionamento.

Independência política e financeira

Defendemos a plena independência política e financeira da nossa organização diante de empresas, Igrejas, ONGs e instituições do Estado. Nos sustentamos através do auto financiamento da militância e por políticas próprias de finanças, rechaçando a influência destrutiva do dinheiro em nossa organização. Não recebemos patrocínios ou “parcerias” e lutamos contra estas formas de cooptação dos movimentos sociais e organizações políticas.

 

Autonomia em relação a outras organizações da classe

O movimento RUA acredita na importância da independência política dos movimentos sociais frente ao Estado e aos governos e sua autonomia, inclusive a outras organizações e partidos políticos, para definir sua política por meio de suas instâncias, se auto-financiar e elaborar sua própria formação política.

 

Solidariedade de classe

Somos jovens da classe trabalhadora e reivindicamos a sua luta! Por isso, não lutamos somente pelas demandas e pautas da juventude. Estaremos lado a lado com outros setores das classes em luta dos trabalhadores, lutando ombro a ombro nas ruas, na construção das greves, das manifestações e paralizações !

Internacionalismo

Nos inspiramos na indignação de jovens ao redor do mundo e acreditamos na importância da solidariedade entre os mais diversos povos oprimidos e, por isso, convidamos jovens ativistas de diferentes partes do mundo para troca de experiências e debates. Nos solidarizamos e nos inspiramos nos movimentos de juventude protagonizados ao redor do mundo no último período. A juventude indignada da Espanha, do Occupy Wall Street, da Primavera Árabe, no Chile com os pinguins, o nuit debout na França contra a reforma trabalhista, na juventude da Catalunha pela auto determinação dos povos e por democracia radical. As ocupações de escolas e universidades ao redor do mundo, como na Itália, Paraguai, Uruguai, recentemente em Portugal e nos Estados Unidos contra Trump. A juventude grega, assim como na América Latina sofre com a conta da crise, o desemprego é o que mais atinge os jovens.

No Brasil, são 30% de jovens desempregados, sendo que a média mundial é de 13% . A juventude luta em todo o mundo por mais democracia participativa, que questiona as estruturas de poder, anticapitalistas, mas que precisam resistir coletivamente contra as ofensivas do capital e o crescimento da direita e da extrema direita em todo o mundo. A conjuntura é defensiva, nossa luta pela construção do anticapitalismo é internacional!

São tempos difíceis mas a saída é coletiva! Procure o RUA na sua cidade ou nos mande uma mensagem pelas redes. Ficaremos felizes em conhecer melhor você!