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Nossa luta anticapitalista é também antiproibicionista!

 

Considerando que a proibição das drogas hoje cumpre papel essencial para a criminalização da pobreza através do encarceramento em massa, em especial a juventude pobre e negra, a luta pela legalização das drogas é fundamental na atual conjuntura. Ao passo que em diversas regiões do mundo como Portugal, Espanha, diversos lugares dos EUA, Uruguai, entre outras, avançam na política de drogas, o Brasil está ameaçado por um congresso conservador, com forte influências das bancadas da bala e evangélicas.

 

Desconsiderando o caráter religioso e cultural das drogas, a proibição tem sido especialmente perversa para outros sujeitos sociais como as mulheres e a comunidade LGBTT. Entendemos, portanto o combate às opressões como central na luta pela legalização de todas as drogas, como nosso norte estratégico, e a Marcha da Maconha como importante ferramenta de luta nesse combate.

Construímos uma intervenção nacional na Marcha da Maconha a partir de três eixos centrais:

 

(i) contra a criminalização da pobreza

(ii) luta antimanicomial  

(iii) desmilitarização das Polícias

 

Articulamos um local de luta antiproibicionista com as Frentes Drogas e Direitos Humanos e a Rede de Nacional de Coletivos e Ativistas pela Legalização da Maconha (RENCA) e impulsionamos a criação de coletivos antiproibicionistas locais com caráter autônomo e horizontal.

 

Essa luta é nacional! Estamos caminhando na construção do Encontro Nacional Antiproibicionista, que pudesse articular nossas diferentes e ricas experiências locais, avançando no acúmulo unitário acerca da luta antiproibicionista.

"Arrasta a mulher negra, some com o pedreiro, a guerra às drogas tá matando o povo negro!"